O patriota ‘The Jester’ ficou conhecido por atacar o Wikileaks.
'São inimigos e é assim que vou tratá-los', declarou.
Edward Snowden, ex-funcionário da CIA que denunciou monitoramento de informações (Foto: Reprodução Globo News)
O hacker norte-americano “The Jester” planeja atacar a infraestrutura de qualquer país que colabore com Edward Snowden, o ex-agente da CIA que vazou informações sobre o programa de espionagem Prism, do governo dos Estados Unidos.
Notório por também atacar grupos terroristas considerados inimigos dos Estados Unidos, o hacker se descreve como "patriota" e diz ser um ex-soldado.
Em entrevista à "Fox News", o hacker disse que qualquer um que colabore
com Snowden é um alvo. "São inimigos e é assim que vou tratá-los, e
também qualquer um que os ajude."
Os alvos do ataque do hacker no Equador foram os sites da Bolsa de
valores e do ministério do turismo. Ambos teriam sido retirados do ar,
mas a informação não foi confirmada pelos responsáveis, segundo o site
"Mother Jones". Dave Maass, um especialista da Electronic Frontier
Foundation, ONG norte-americana que defende direitos digitais, confirmou
que o site do ministério estava inacessível.
De acordo com o Wikileaks, que auxilia Snowden, o ex-agente da CIA
busca asilo político em 21 países –o Brasil foi procurado, mas ignorou o
pedido. Até o momento, o delator não obteve resposta favorável. O
governo do Equador informou que consideraria asilar Snowden apenas se
ele já estivesse em solo equatoriano.
O hacker ‘The Jester’ ficou conhecido por derrubar o site do Wikileaks
em 2010. Com isso, confrontou o coletivo "Anonymous", que tentava
defender o site das pressões do governo norte-americano e das companhias
de cartão de crédito, que impediam doações.
Um dos computadores usados pelo hacker está em exibição no Museu Internacional de Espionagem em Washington.
Julian Assange também está na mira do hacker. Em posts no Twitter, onde
usa o apelido de "th3j35t3r", o hacker procura saber a marca e modelo
do alarme de incêndio da embaixada do Equador em Londres, onde Assange
está, além das redes Wi-Fi em uso no local, o que poderia dar acesso
direto a um computador utilizado pelo ativista.
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